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Orientação sobre Diversos AssuntosSérgio Biagi Gregório 1. PERSEVERANÇA E SERIEDADE O que caracteriza um estudo sério é a continuidade. Há todo o encadeamento de idéias para se passar do simples ao complexo. Não é o trabalho de um dia, de um mês, mas de toda uma vida. Por isso, os Espíritos superiores só comparecem às reuniões sérias, àquelas em que reina a perfeita comunhão de pensamentos e de bons sentimentos. "Se quereis respostas sérias, sede sérios vós mesmos, em toda a extensão do termo e mantende-vos nas condições necessárias: somente então obtereis grandes coisas. Sede, além disso, laboriosos e perseverantes em vossos estudos, para que os Espíritos superiores não vos abandonem como faz um professor com os alunos negligentes". (Kardec, 1995, p. 34) 2. MONOPOLIZADORES DO BEM SENSO Crítica: os médiuns são vítimas do charlatanismo e joguetes da ilusão. Resposta: "Os fenômenos em que ela (Doutrina Espírita) se apóia são tão extraordinários que concebemos a dúvida, mas não se pode admitir a pretensão de alguns incrédulos ao monopólio do bom senso, ou que, sem respeito às conveniências e ao valor moral dos adversários, tachem de ineptos a todos os que não concordam com as suas opiniões". (Kardec, 1995, p. 35) Observação: quantos não foram os homens de ciência que mudaram de opinião tão logo comprovaram a veracidade do fenômeno? 3. A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS E O PODER DIABÓLICO Crítica: a linguagem dos Espíritos não parece digna da elevação atribuída aos seres sobrenaturais. Resposta: os Espíritos pertencem a diversas ordens de evolução. Se freqüentarmos reuniões sérias, os Espíritos superiores nos darão sempre mensagens elevadas. Crítica: as comunicações dão sempre lugar à intervenção de um poder diabólico. Resposta: nesse caso, deveríamos admitir que o diabo é às vezes bem inteligente, bastante criterioso, e, sobretudo muito moral, ou então que existem bons diabos. (Kardec, 1995, p. 36) 4. GRANDES E PEQUENOS Crítica: só falam de Espíritos de personalidades conhecidas. Resposta: Entre os Espíritos que se manifestam espontaneamente há maior número de desconhecidos do que de ilustres. Quanto aos evocados, desde que não se trate de parentes ou amigos, é muito natural que sejam de preferência os conhecidos. Crítica: Espíritos de homens eminentes atendam familiarmente ao nosso apelo, ocupando-se de coisas insignificantes, em comparação com as de que se ocupavam durante a vida. Resposta: o poder que gozavam no mundo não lhes dá nenhuma supremacia no mundo dos Espíritos. "Grandes humilhados e pequenos exaltados". (Kardec, 1995, p. 37) 5. DA IDENTIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS Questão: quem pode assegurar que aqueles que dizem ter sido Sócrates, Júlio César, Carlos Magno, Fénelon etc. tenham realmente animado esses personagens? Como identificar o Espírito comunicante? Resposta: 1) um indício: verificando se sua linguagem corresponde com perfeição às características que conhecíamos; 2) Contudo, quando esse Espírito fala de coisas particulares, lembra casos familiares que somente o interlocutor reconhece, a dúvida não será mais possível; 3) mudança de caligrafia do médium. (Kardec, 1995, p. 37-40) 6. DIVERGÊNCIAS DE LINGUAGEM. Questão: como se explica que os Espíritos superiores não estejam sempre de acordo? Resposta: a contradição entre os Espíritos superiores não é tão real quanto possa parecer. São pontos de vista diferentes que não alteram a essência do pensamento sobre um determinado assunto. Tomemos a palavra alma: um Espírito poderá dizer que ela é o princípio da vida; outro, chamá-la centena anímica; um terceiro, que ela é interna. (Kardec, 1995, p. 40-41) 7. AS QUESTÕES DE ORTOGRAFIA Questão dos céticos: como explicar as falhas ortográficas? Resposta: "para os Espíritos, principalmente para os Espíritos superiores, a idéia é tudo, a forma não é nada. Livres da matéria, sua linguagem é rápida como o pensamento, pois é o próprio pensamento que entre eles se comunica sem intermediários. Devem, portanto, se sentirem mal quando são obrigados, ao se comunicarem conosco, a se servirem das formas demoradas e embaraçosas da linguagem humana e sobretudo de sua insuficiência e imperfeição, para exprimirem todas as suas idéias". (Kardec, 1995, p. 41-42) 8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995. São Paulo, dezembro de 2000. 10.ª Aula do Curso de Introdução ao Livro dos Espíritos: http://www.sergiobiagigregorio.com.br/apostila/introducao-livro-espirito.htm Aprenda Online: Relação de Cursos 24 Horas
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