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A Organização que Aprende

Sérgio Biagi Gregório

“Ninguém gosta de errar, mas todos erram”.

Ao participarmos de uma organização, pública ou privada, estaremos diante da seguinte situação: influenciamos os outros e somos por eles influenciados. O nosso exemplo, seja de que espécie for, contagia o próximo. Agimos individualmente, mas pertencemos ao grupo.

Os livros de administração dão grande ênfase ao aprendizado, principalmente ao desafio de aprender. Alguns deles dizem que é perda de tempo dedicar-se ao estudo de uma empresa medíocre, pois rebaixa as expectativas, em vez de elevá-las. Acrescentam que para aprenderem com eficiência, os alunos devem extrair o máximo de suas experiências pessoais, em vez de confiarem apenas na lição do professor.
 
Os integrantes de uma organização deveriam estar atentos à sigla S.A.B.E.R. (Selecionar, Articular, Batalhar, Examinar, Recomeçar). (S) Selecione uma meta que seja racional para você e para sua empresa. (A) Determine como você vai atingir a meta. (B) Coloque o plano em prática. (E) Avalie o que e como você aprendeu. (R) Determine a sua próxima meta de aprendizagem.
 
A organização que aprende exercita a visualização. “As pessoas que se destacam pela grande capacidade de aprender trabalham como se estivessem em dois locais ao mesmo tempo. Conseguem executar o trabalho em curso e simultaneamente prever o futuro e preparar-se para ele”. É por isso que estão sempre visualizando um mundo melhor, pois sabem que as imagens têm força: elas esclarecem e ficam marcadas na memória. Não é sem razão que as pessoas têm facilidade de lembrar de imagens e dificuldade de lembrar de frases.
 
O modo como as pessoas reagem ao erro é de vital importância para o aprendizado da organização. Há quatro espécies de erro: 1) negar que houve erro; 2) esconder o erro; 3) admitir o erro e procurar culpado; 4) admitir e o erro e aprender com ele. A quarta espécie deveria ser seguida por todos os integrantes de uma organização. Por quê? Porque o erro é individual, mas o que importa é o aprendizado da organização. A reação mais produtiva é reconhecer o erro, tratar de aprender com ele e dividir o conhecimento adquirido com toda a organização.
 
"Errando, corrige-se o erro". Nada de apontar culpados e bodes expiatórios. Tenhamos em mente que a organização deve sempre estar em primeiro lugar, porque é o local de todos, inclusive o nosso.
 
Fonte: WICK, Calhoum W. e LÉON, Lu Stanton. Os Desafios do Aprendizado. Tradução de Carmem Youssef. São Paulo: Nobel, 1997.

São Paulo, 01/04/2010

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