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Líder Motivador

Sérgio Biagi Gregório

“Nada de grandioso jamais foi criado sem entusiasmo”.
Ralph Waldo Emerson

O verdadeiro líder deve motivar as pessoas para potencializarem as suas virtualidades. Para que obtenha êxito nesta tarefa, deve, em primeiro lugar, motivar a si mesmo, pois o exemplo educa muito mais que as repreensões. Imaginemos a seguinte situação: como é que um médico pode convencer o seu paciente a largar de fumar se ele prescreve a receita com um cigarro à boca? Há muitos pensamentos sobre liderança. Reflitamos sobre alguns deles.

Os donos e as vítimas. As pessoas que o líder dirige pertencem a duas categorias: os donos e as vítimas. As que se portam como donos têm responsabilidade, sabem o que querem na vida e não medem esforços para conseguirem os seu objetivos. As que se colocam como vítimas estão sempre reclamando, contando as suas histórias infelizes, culpando o governo e os outros pela sua condição sofredora. O líder deve sopesar cada um dos casos para poder liderar com eficácia.

Empregado não-produtivo. Se um empregado não produz a contento, ele está com algum conflito. Por mais que se insista com ele, o retorno é baixo para a empresa. Haverá mais ganho investir no empregado produtivo. Algumas pesquisas apontam que os gerentes perdem mais de 70% de seu tempo tentando fazer pessoas não-produtivas produzirem. E a maioria dos produtivos, quando muda de emprego, faz isso porque não recebeu atenção suficiente. De acordo com Peter Drucker, “quando não há comprometimento, existem apenas promessas e esperanças... não planos”.

Bancando o bombeiro. Os bombeiros existem para apagar incêndios. Se o líder está apenas apagando incêndios, falta-lhe tempo para pensar, criar e inovar. Às vezes nos deixamos influenciar pela situação do momento, quer sejam as falsas opiniões, quer sejam os melindres, que poderiam ser enterrados no nascedouro. Tentando apaziguar o diz que diz que, podemos postergar uma ação de marketing, que poderia resultar em maiores lucros para a empresa.

Ouvir mais e falar menos. O líder deve estar aberto a todo tipo de mudança, comentário ou crítica que surgir em seu caminho. Para captar as mudanças que estão por vir, deve desenvolver o senso da audição. Ouvindo mais e falando menos vai entrando no âmago das questões. Geralmente, quando nos colocam numa posição de comando, pensamos que precisamos saber de tudo, estar a par de todas as novidades, ensinar, falar. Captar o que está acontecendo aqui e agora tem mais substância.

O feedback, mesmo negativo, é essencial. O líder nunca deveria se eximir do feedback. Observe um prisioneiro colocado na solitária. Ele sente-se o pior dos mortais, pois não tem contato e nem feedback com outro ser humano. Do mesmo modo é o líder que não recebe crítica ou elogio. Ele acaba ficando com a sua própria crítica e o seu próprio elogio, o que não é muito bom, pois o primeiro impulso do ser humano é pensar em suas fraquezas e não em suas potencialidades.

O líder pode muito, desde que esteja fazendo as coisas certas. Uma mente, concentrada em sublimes objetivos, é um poderoso estimulante para as demais.

São Paulo, 8/02/2010

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