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Método da Filosofia

1. O MÉTODO E OS PROBLEMAS

Método - do grego methodos significa caminho para chegar a um fim.

Todo método, seja na filosofia ou em qualquer outro campo, tem por finalidade formular ou tentar afirmações, previsões e explicações, e, no caso específico da filosofia, descobrir meios de chegar a uma reflexão mais precisa e eficaz sobre o eu, o outro e o mundo da natureza.

Entretanto, os métodos úteis para solucionar um certo conjunto de problemas podem ser totalmente ineficazes para solucionar outros conjuntos.

Lembremo-nos, porém, de que ainda há problemas para os quais não se conseguiu nenhum método capaz de proporcionar uma solução (1).

2. DIALÉTICA

Sócrates inaugura o método quando institui a maiêutica, ou seja, a arte de perguntar.

Platão aperfeiçoa a maiêutica de Sócrates e a transforma no que ele chama dialética.

A dialética platônica conserva a idéia de que o método filosófico é uma contraposição, não de opiniões distintas, mas de uma opinião e a crítica da mesma. Conserva pois, a idéia de que é preciso partir de uma hipótese primeira e depois ir melhorando, à força das críticas que se lhe fizerem.

Em Hegel, abrange três momentos: 1º) o positivo, da unidade; 2º) o negativo, da divisão; 3º) o da nova unidade. Este processo renova-se constantemente. Exemplo: posição - botão; divisão - flor; nova unidade - fruto (2).

3. A LÓGICA E A DISPUTA

Aristóteles atenta para este movimento da razão intuitiva que passa, por meio da contraposição de opiniões, de uma afirmação à seguinte e desta à seguinte.

Esforça-se para encontrar a lei em virtude da qual, de uma afirmação passamos à seguinte.

As leis do silogismo, suas formas, suas figuras, são, pois, o desenvolvimento que Aristóteles faz da dialética.

Esta concepção da lógica como método da filosofia é herdada de Aristóteles pelos filósofos da Idade Média, os quais a aplicam com um rigor extraordinário.

O método que seguem os filósofos da Idade Média não é somente, como em Aristóteles, a dedução, a intuição racional, mas também a contraposição de opiniões divergentes. Por isso, a disputa (2).

4. DÚVIDA HIPERBÓLICA

Paradoxalmente, é o caminho da dúvida que leva Descartes ao método que nos conduz ao conhecimento de todas as coisas.

Descartes parte da seguinte idéia: aquilo que nos enganou, mesmo uma só vez, nunca mais merece a nossa confiança, tornando-se duvidoso. Aquilo que é duvidoso deve ser considerado como falso, pois a realidade só comporta dois valores: o verdadeiro ou falso.

Duvida de tudo. A dúvida, no caso, será sistemática e geral, mas não cética, pois o projeto de Descartes não visa a fechar-se dentro da dúvida, mas antes utilizá-la como instrumento para superar a própria dúvida (1).

5. A FENOMENOLOGIA COMO MÉTODO

O método fenomenológico, que encontra a sua primeira formulação em Edmund Husserl, tem por intuito primeiro elaborar uma descrição rigorosa da realidade.

A essa realidade Husserl chama fenômeno, aquilo que se oferece à  minha observação intelectual, isto é, à observação pura.

Para poder chegar a essa observação pura é necessário deixar de lado todas as idéias preconcebidas, todos os preconceitos, tudo aquilo que ouvimos dizer, tudo aquilo que lemos a respeito (1).

O MÉTODO

Método - do grego methodos significa caminho para se chegar a um fim. Todo método, seja em Filosofia ou em qualquer outro campo, tem por finalidade formular e tentar afirmações, explicações e previsões, com o intuito de descobrir a verdade, contrapondo-se ao erro. Na ciência, utilizamos o método positivo; em filosofia, o método especulativo. Qual o alcance dessa diferença metodológica?

A intuição mística é, muitas vezes, cogitada na especulação filosófica. Não podemos desprezá-la de todo  pois o sentimento com relação ao Ser Supremo pode perfeitamente conter parte da verdade. A dificuldade em aceitá-la como método filosófico está no fato de que essa faculdade extra-racional e extra-empírica oferece pouca ou nenhuma garantia de rigor e precisão que o referido método filosófico exige.

A dialética hegeliana, o transcendentalismo de Kant e a fenomenologia descritiva de Husserl constituem os três mais importantes métodos para superar o método filosófico clássico, baseado no empirismo e no racionalismo. Partem de um conhecimento a priori, puro. Eles, porém, não explicam com clareza como chegam a essa pureza do conhecimento. Por isso, os críticos alimentam sérias dúvidas quanto ao êxito desses ensaios, preferindo a opinião de que não passam de formas disfarçadas do método empírico e do método racionalista.

A axiomática hilbertiana possibilitou nova dimensão à técnica reflexiva da filosofia. Segundo as próprias palavras de Hilbert, tudo que pode ser motivo do pensamento científico recai, desde que se integre na estrutura de uma teoria, sob o domínio da axiomática e, portanto, da matemática. É que toda a teoria, segundo ele, é edificada sobre os indemonstráveis (axiomas). Por isso, a suspeita com relação à garantia do conhecimento a priori.

A criação do sistema especulativo, entretanto, é uma atividade puramente estética que não se submete a preceitos racionais. Nada disso porém deverá impedir-nos de reter, apenas os axiomas arbitrariamente escolhidos dos que se mostram mais fecundos no curso do pensamento e do raciocínio abstrato. Desta forma, são a experiência e razão (não o empirismo ou o racionalismo) que devem constituir o critério para o julgamento crítico do valor de nossas proposições.

A especulação filosófica, como vimos, exige o exercício do bom senso. Urge estarmos sempre alerta para não cairmos na mitificação do conhecimento. 

QUESTÕES

1)  Qual o significado de método?

2)  Qual o conceito de dialética?

3)  Como Platão aperfeiçoa a maiêutica socrática?

4)  No que consiste o método da disputa?

5)  Como você explica a dúvida hiperbólica?

6)  O que é fenomenologia como método?

TEMAS PARA DEBATE

1)  A intuição mística é aceitável como método da filosofia?

2)  A tese do conhecimento a priori, defendida por Kant, Husserl e Hegel  supera o método baseado no empirismo e no racionalismo?

3)  Experiência e razão (não o empirismo ou o racionalismo) devem constituir o critério para o julgamento crítico do valor de nossas proposições. Comente.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

(1) GILES, T. R.  O que é Filosofar?

(2) GARCIA MORENTE, M.  Fundamentos de Filosofia.

São Paulo, dezembro de 1996.

Texto em PowerPoint

3.ª Aula do Curso de Introdução à Filosofia Espírita: http://www.sergiobiagigregorio.com.br/apostila/introducao-filosofia-espirita.htm

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por Sérgio Biagi Gregório
 




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